
Porto Velho (RO) – As novas regras da Secretaria Municipal de Comunicação (SECOM) para seleção e validação de veículos nos planos de mídia continuam gerando forte reação no setor de comunicação. Além do corte de dezenas de sites regionais, críticas recentes passaram a atingir diretamente a agência responsável pela execução das campanhas, a Pen6, comandada por Eurípedes Claíton Rodrigues Campos.
Cortes, recomendação do MP e reação do mercadoAs mudanças foram formalizadas pelo Ofício nº 233/2025/SECOM-GAB, que menciona o cumprimento de recomendação da 7ª Promotoria de Justiça de Porto Velho, vinculada ao Ministério Público de Rondônia. Na prática, veículos de comunicação relatam exclusões em massa dos planos da Prefeitura de Porto Velho, do Governo de Rondônia, da Assembleia Legislativa (ALE-RO) e do DETRAN-RO.
Empresários do setor afirmam que os critérios passaram a ser aplicados sem período de adaptação e com redistribuição de verbas para outros meios, como produtoras audiovisuais, outdoor, bussdoor e appdoor, reduzindo significativamente a fatia destinada a sites locais.
Críticas técnicas: servidor próprio fora do arNos últimos dias, a Pen6 também passou a ser alvo de críticas técnicas. Segundo relatos de veículos afetados, o servidor próprio da agência – adotado após a decisão de não contratar serviços especializados externos – apresentaria instabilidade recorrente, ficando frequentemente fora do ar.
Essas falhas, conforme os relatos, teriam impactado:
-verificação de métricas;
-acesso a conteúdos;
-processos de validação técnica exigidos nas novas regras.
Importante destacar: a agência não se manifestou oficialmente sobre as alegações até o fechamento desta matéria.
“Batalha” contra sites e mudança de foco da verbaEnquanto os questionamentos técnicos ganham força, representantes de portais regionais afirmam que a Pen6 estaria endurecendo a fiscalização sobre sites e, ao mesmo tempo, priorizando outros formatos de mídia. O movimento é descrito nos bastidores como uma “batalha infernal” contra veículos digitais locais, com redução de contratos e aumento de investimentos em mídias físicas e produção audiovisual.
Especialistas em comunicação pública alertam que qualquer mudança estrutural precisa observar os princípios da impessoalidade, publicidade, transparência e legalidade, evitando concentração indevida e garantindo isonomia.
O que o setor cobra agora
Veículos afetados defendem:
-publicação detalhada dos critérios técnicos;
-auditoria independente dos sistemas e servidores utilizados;
-direito a contraditório e reavaliação;
-equilíbrio entre mídias digitais e outros formatos.
Enquanto isso, a crise se aprofunda. No velho ditado da política e da comunicação, quando a técnica falha e a caneta pesa demais, o ruído fala mais alto que a propaganda.





