
PORTO VELHO RO - Após ser acusado de achaque e propina ao vivo no rádio, Breno Mendes sobe o tom contra Yure Farias e faz declarações de teor violento na Câmara de Porto Velho
O clima político e empresarial de Porto Velho pegou fogo nesta semana. O empresário Yure Farias acusou, ao vivo em um programa de rádio, o vereador Breno Mendes (conhecido como “Fiscal do Povo”) de práticas de achaque e tentativa de extorsão envolvendo a empresa de resíduos sólidos Amazon Forte.
Mas o que era para ser uma resposta política dentro dos limites da tribuna transformou-se em um discurso de explícita ameaça de morte.
“Antes de ser morto, eu vou matar”
Em vídeo obtido com exclusividade pelo Portal 364, o vereador aparece na tribuna da Câmara Municipal visivelmente alterado. Ele cita o nome do empresário e faz graves acusações:
“Ele fez isso com o doutor Hildon, ex-prefeito de Porto Velho. Ele foi na frente do restaurante Paroca ameaçar o doutor Hildon. Esse criminoso não tem coragem de passar na minha frente.”
E continua, em tom crescente:
“No momento que ele passar na minha frente, da mesma forma que ele ameaçou, ele pode vir me ameaçar. O resíduo sólido que tem o histórico criminoso no Brasil: executaram prefeito, ameaçaram prefeito, ameaçaram vereador. Mas eu não vou dar oportunidade de ninguém me ameaçar.”
O ápice do discurso acontece quando o parlamentar dispara:
“Passou na minha frente, quem será executado é ele. Vai levar bala. É bala aqui não tem conversa não. Antes de ser morto, eu vou matar.”
A acusação que desencadeou a crise
Tudo começou dias antes, quando Yure Farias foi ao rádio e afirmou que o vereador teria pedido propina para não fiscalizar ou para liberar supostas irregularidades na coleta de lixo da capital. A empresa Amazon Forte, alvo das declarações do empresário, nega envolvimento em qualquer ilegalidade e diz que repudia qualquer tipo de violência.
O que diz a lei?
Especialistas ouvidos pelo Portal 364 afirmam que as falas do vereador podem configurar, a depender da interpretação, ameaça (art. 147 do Código Penal) e até apologia à violência por parte de um agente público no exercício do mandato — o que pode gerar desde representação no Ministério Público até ações na Justiça Eleitoral e Comum.
Repercussão nas redes
A hashtag #BalaAquiNãoTemConversa já está entre os assuntos mais comentados em Porto Velho. Enquanto apoiadores do vereador dizem que ele “apenas reagiu a calúnias”, a maioria dos internautas repudia as falas e pede cassação.
“Um vereador ameaçar de morte é um recado para toda a sociedade. Até onde vai o ‘Fiscal do Povo’?” – questiona um leitor do Portal
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