
A iniciativa é conjunta com a Biove e conta com apoio institucional da Prosoja Mato Grosso e do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga
Porto Velho, RO - Ação foi protocolada em 22 de janeiro de 2026 com apoio da Biove, Prosoja-MT e do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga. Setor alega antecipação tarifária, mudanças contratuais sem debate público e impactos imediatos no agro e nos combustíveis.
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Olá pessoal, tô passando aqui a pedido do presidente da Prosoja Rondônia e da diretoria, pra fazer um relato sobre a ação que a entidade está movendo, que trata da concessão da BR três meia quatro.
- O que aconteceu: Prosoja Rondônia, Biove, Prosoja-MT e o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga ingressaram com ação na Justiça Federal pedindo a suspensão da cobrança dos pedágios na BR-364.
- Por quê: As entidades contestam alterações relevantes no contrato de concessão aprovadas pela ANTT no fim de 2025, além da antecipação da cobrança do pedágio em quase seis meses, sem previsibilidade e debate público.
- Impactos alegados: Queda de 44% no volume de cargas do MT para Porto Velho, desvio de rotas de combustíveis e risco de aumento no preço ao consumidor em Rondônia.
- Próximos passos: Entidades querem audiência pública no Congresso para discutir o tema com transparência e participação da sociedade.
O que está em disputa
A Prosoja Rondônia informou que ingressou hoje, 22 de janeiro de 2026, com ação na Justiça Federal para suspender a cobrança dos pedágios na BR-364. A iniciativa é conjunta com a Biove e conta com apoio institucional da Prosoja Mato Grosso e do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga.
As entidades reforçam que não são contra concessões nem investimentos em infraestrutura. O foco da contestação é a forma como o processo foi conduzido. Segundo relatam, no fim de 2025 o contrato de concessão passou por alterações “relevantes” na estrutura de custos, aprovadas pela ANTT, com prazo estendido para a concessionária avaliar os impactos. Paralelamente, houve revisão tarifária e antecipação da cobrança dos pedágios em quase seis meses.
Falta de previsibilidade e transparência
De
acordo com a ação, as mudanças ocorreram sem previsibilidade, com
transparência considerada insuficiente e com pouco tempo para que a
sociedade pudesse analisar, compreender e fiscalizar os efeitos
econômicos do novo desenho contratual.
Impacto no agronegócio
Impacto no agronegócio
O
setor argumenta que o agronegócio opera com planejamento de longo
prazo: contratos de soja e milho fechados com meses de antecedência, com
preço, frete, financiamento e logística definidos. Um custo logístico
relevante, quando introduzido de forma abrupta, não é absorvido pela
cadeia e pode comprometer a segurança jurídica das negociações.
Estudo do IMEA
Estudo do IMEA
Dados
citados pelas entidades, com base em estudo do IMEA (Instituto
Mato-Grossense de Economia Agropecuária), apontam que a cobrança do
pedágio na BR-364 pode reduzir em quase 3 milhões de toneladas o
transporte de cargas do Mato Grosso via Rondônia — retração de 44% no
volume enviado de MT para Porto Velho. Na prática, isso significaria
menos movimentação de cargas, perda de escala logística, redução de
atividade econômica e queda na geração de renda em Rondônia.
Risco nos combustíveis e no custo de vida
Risco nos combustíveis e no custo de vida
O
Sindicato das Empresas de Transporte de Carga alerta para mudança
imediata nas rotas de transporte de combustíveis por motivos de
viabilidade econômica. Segundo o setor, a alteração tende a aprofundar a
desaceleração da economia rondoniense e tem potencial de pressionar os
preços dos combustíveis no mercado interno, com reflexos diretos para a
população.
Controle social e segurança institucional
Controle social e segurança institucional
As
entidades também apontam um problema institucional: sem tempo e
informação suficientes, a sociedade civil perde capacidade de fiscalizar
atos públicos de grande impacto econômico. Mudanças rápidas em
contratos dessa magnitude, com efeitos imediatos, esvaziariam o controle
social e o debate técnico.
Próximos passos
Próximos passos
A
Prosoja Rondônia afirma que levará dados, estudos e impactos a uma
audiência pública no Congresso Nacional. A intenção é promover um debate
aberto, técnico, responsável e transparente, com a participação efetiva
da sociedade.
Recado aos associados
Recado aos associados
A
entidade diz que seguirá a fundo na análise do processo e, se
identificar inconformidades, dará publicidade e cobrará providências do
poder público. Orienta que dúvidas sejam tratadas diretamente com a
entidade e diretores, que também são produtores rurais e vivenciam os
mesmos desafios. A mensagem final é de união e perseverança diante do
cenário.
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