Assembleia promove palestra sobre doenças ocupacionais e ergonomia do trabalho - Impacto Rondônia

Assembleia promove palestra sobre doenças ocupacionais e ergonomia do trabalho


Evento faz parte da campanha Abril Verde

Porto Velho, RO - A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) promoveu, na manhã desta sexta-feira (26), uma palestra sobre doenças ocupacionais e ergonomia do trabalho, para os servidores da Casa. O evento, organizado pela Secretaria de Modernização da Gestão, faz parte da campanha Abril Verde. O movimento tem como objetivo conscientizar trabalhadores e trabalhadoras sobre a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

A palestra foi ministrada pela fisioterapeuta Vitângela Freitas Figueiredo, mestre em saúde pública; especialista em preceptoria do Sistema Único de Saúde (SUS), fisioterapia cardiopulmonar e fisioterapia neurológica. Ela começou explicando sobre o conceito de doenças ocupacionais, que são qualquer complicação de saúde (física ou psicológica) que tenha sido motivada pelo exercício do trabalho de um profissional.

Um profissional ressaltou que o trabalho industrializado, mecanizado e a automação, aliado a uma busca constante pela produtividade e alta qualidade, vem impondo condições extremas à saúde do ser humano. De acordo com dados do SUS, foram registrados três milhões de casos de doenças ocupacionais entre 2007 e 2022. Desses, 52,9% foram acidentes de trabalho graves.

Em 2022, as principais causas de afastamento do trabalho foram: Lesão por Esforço Repetitivo (LER)/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Dort); exposição a material biológico, e transtornos mentais. Conforme os registros, o sexo feminino foi o mais acometido, com 51,7%.

A LER é um grupo de doenças; são diversas afecções que apresentam manifestações clínicas distintas e variações em intensidade. É causado pelo exercício repetitivo e prolongado de um determinado movimento; é gradativo, reduz a capacidade de desenvolver uma atividade profissional, e pode levar à invalidez.

Dort é caracterizado pela postura específica no ambiente de trabalho, que pode desencadear dores crônicas e, com o tempo, impossibilitar um movimento natural. O ambiente de trabalho mal projetado e em condições precárias de manutenção podem prejudicar os colaboradores e causar casos de Dort.

São sintomas de LER/Dort: dores nos segmentos afetados; dificuldades para movimentá-los; dormência; formigamento; sensação de pontadas ou agulhadas; fadiga muscular, sensação de peso ou cansaço nos membros; inchaço; alteração de temperatura e sensibilidade; intensidade, e diminuição da força.

A fisioterapeuta também destacou sobre os transtornos mentais, caracterizados por problemas psicológicos que podem paralisar as pessoas e causar graves distúrbios. Ambientes de trabalho estressantes podem gerar depressão, ansiedade, síndrome de Burnout, entre outras doenças.

As causas dos transtornos mentais podem ser pressão exagerada, metas inalcançáveis, conflitos recorrentes no trabalho, assédio moral, bullying . Na continuidade da palestra, Vitângela esclareceu sobre a ergonomia no ambiente do trabalho, que busca promover equilíbrio na interação entre indivíduo e meio ambiente. Ainda ressaltou soluções para riscos ergonômicos, como a repetitividade de movimentos, posturas expostas em pé e sentado, iluminação deficiente, ritmo excessivo e jornadas longas.


Servidores participantes de dinâmicas de movimentos (Foto: Eliete Marques I Secom ALE/RO)

Para a repetição de movimentos, por exemplo, um profissional indicou pausas frequentes e ginástica laboral. Para postura sentada sentada, cadeira que dê total sustentação à coluna; pernas no ângulo de 90°, e cotovelos apoiados na mesa. “A prevenção muda vidas. Atitudes preventivas são as grandes heroínas quando falamos em doenças ocupacionais. Exames preventivos são mais baratos que cirurgias e doem menos, no corpo e no bolso”, enfatizou Vitângela.

Ainda na palestra, os servidores tiraram dúvidas com profissionais e participaram de dinâmicas para movimentar o corpo. A estagiária de direito, Heliane de Araújo, de 21 anos, já sofreu de LER e síndrome de Burnout. “Às vezes não temos noção de quanto a nossa rotina no ambiente de trabalho pode ser prejudicial. Eu fiz tratamento, preciso ficar afastado. Essa palestra nos ajuda muito”, destacou.

Fonte: ALE/RO
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