Secretária da Covid diz ao STF que vacina para criança é segura


Rosana Melo ainda defendeu a integridade e autonomia da Anvisa para declarar o imunizante seguro para crianças de 5 a 11 anos

Porto Velho, RO - A secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, enviou nota técnica ao Supremo Tribunal Federal (STF) na qual esclarece que nenhuma questão de segurança foi identificada na vacina para crianças maiores de 5 anos, ou seja, o imunizante é totalmente seguro.

“Antes de recomendar a vacinação [contra a] Covid-19 para crianças, os cientistas realizaram testes clínicos com milhares de crianças e nenhuma preocupação séria de segurança foi identificada”, disse a secretária no documento.

Em 23 de dezembro, o Ministério da Saúde anunciou que a vacinação contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos será liberada a partir do dia 10 de janeiro. No entanto, será necessária a apresentação de prescrição médica para a imunização.

A Anvisa aprovou, em 16 de dezembro, a aplicação do imunizante da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Para isso, será usada uma versão pediátrica da vacina, denominada Comirna.

A vacina é específica para crianças e tem concentração diferente da utilizada em adultos. A dose da Comirnaty equivale a um terço da aplicada em pessoas com mais de 12 anosI.



Apesar da autorização, o início da vacinação de crianças no Brasil depende da presteza do Ministério da Saúde, uma vez que a pasta é responsável por incluir o público no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e adquirir doses especiais.


Desde o início da pandemia, 301 crianças entre 5 e 11 anos morreram em decorrência do coronavírus no país.


Isso corresponde a 14,3 mortes por mês, ou uma a cada dois dias. Além disso, segundo dados do Ministério da Saúde, a prevalência da doença no público infantil é significativa. Fora o número de morte, há milhares de hospitalizações.


De acordo com a Fiocruz, vacinar crianças contra a Covid é necessário para evitar a circulação do vírus em níveis altos, além de assegurar a saúde dos pequenos.


Contudo, o posicionamento da Anvisa tem causado embate no país. Desde o aval para a aplicação da vacina em crianças, a agência reguladora vem sofrendo críticas de Bolsonaro, de seus apoiadores e de grupos antivacina.


Contrariando a decisão da agência, o Ministério da Saúde anunciou a abertura de consulta pública para discutir a aplicação da vacina em crianças. Contribuições devem ser feitas online até 2 de janeiro pelo site https://www.gov.br/saude/pt-br.


Frente a esse cenário, as sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP) manifestaram-se favoráveis à autorização por entenderem que a imunização é a solução para garantir a saúde das crianças.

De acordo com as SBIm, estudos de fase 1,2 e 3 apontam que crianças de 5 a 11 anos apresentaram resposta de anticorpos neutralizantes similares às observadas em pessoas de 16 a 25 anos, preenchendo os critérios propostos de demonstração de não inferioridade.


Os estudos mostram, ainda, eficácia de 90,7% contra a Covid-19 uma semana após a segunda dose e em um período de 2 a 3 meses.

Segundo dados da Pfizer, aproximadamente 7% das crianças que tomaram dose do imunizante apresentaram alguma reação, mas em apenas 3,5% delas esses eventos adversos tinham relação com a vacina. Nenhum deles foi grave.

Países como Israel, Chile, Canadá, Colômbia, Reino Unido, Argentina, Cuba e a própria União Europeia, por exemplo, são alguns dos locais que autorizaram a vacinação contra a Covid-19 em crianças.



Nos Estados Unidos, cerca de 5 milhões de doses já foram administradas no público de 5 a 11 anos.

Em 23 de dezembro, o Ministério da Saúde anunciou que a vacinação contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos será liberada a partir do dia 10 de janeiro. No entanto, será necessária a apresentação de prescrição médica para a imunização.


A Anvisa aprovou, em 16 de dezembro, a aplicação do imunizante da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos. Para isso, será usada uma versão pediátrica da vacina, denominada Comirna.

Rosana Melo ainda defendeu a integridade e autonomia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para declarar o imunizante seguro, como o fez. Segundo a secretária, a análise da agência foi feita de “forma rigorosa e com toda a cautela necessária”.

“As vacinas [contra a] Covid-19 estão sendo monitoradas quanto à segurança com o programa de monitoramento de segurança mais abrangente e intenso da história do Brasil“, disse o documento.

A nota técnica é uma resposta ao ministro do STF Ricardo Lewandowski, que solicitou, na sexta-feira (24/12), manifestação do governo federal, em até 5 dias, sobre a exigência de prescrição médica para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. A determinação atende a pedido feito ao Supremo pelo partido Rede Sustentabilidade.

De acordo com a Rede, “o Brasil caminhará na contramão do consenso científico mundial se não ministrar de modo efetivo os imunizantes aprovados pela Anvisa – até o momento, a dose especial da vacina da Pfizer – para o público infantil”.

A vacinação contra a Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos será liberada a partir do próximo dia 10. A informação foi antecipada ao Metrópoles por uma fonte do Ministério da Saúde.

Por sua vez, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, detalhou, em conversa com jornalistas nessa quinta-feira (23/12), que será necessária a apresentação de receita médica para a imunização. O titular da pasta pontuou ainda que crianças com comorbidade serão priorizadas na campanha.


Fonte: Metrópoles



Secretária da Covid diz ao STF que vacina para criança é segura Secretária da Covid diz ao STF que vacina para criança é segura Reviewed by REDAÇÃO on dezembro 27, 2021 Rating: 5

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