EUA e Reino Unido batem recorde de infecções com avanço da Ômicron

A média móvel de casos em sete dias nos Estados Unidos chegou a 267 mil. Já o Reino Unido somou 183 mil novas contaminações

Porto Velho, RO
- O avanço da variante Ômicron do novo coronavírus, causador da Covid-19, tem feito países da Europa e os Estados Unidos quebrarem recordes diários de adoecimento. A média móvel de casos em sete dias nos Estados Unidos chegou a 267 mil nesta na quarta-feira (29/12). Já o Reino Unido somou 183 mil novas contaminações em 24 horas.


Anthony Fauci, o infectologista da Casa Branca, indicou que dados preliminares sugerem que a variante Ômicron seja menos agressiva e letal do que a Delta, apesar de ser muito mais transmissível.

O que se sabe sobre a variante Ômicron até o momento:

Dores no corpo, na cabeça, fadiga, suores noturnos, sensação de garganta arranhando e elevação na frequência cardíaca em crianças são alguns dos sintomas identificados por pesquisadores em pessoas infectadas.


Em relação à virulência da Ômicron, os dados são limitados, mas sugerem que ela pode ser menos severa que a Delta, por exemploPixabay


O surgimento da variante também é uma incógnita para cientistas. Por isso, pesquisadores consideram três teorias para o desenvolvimento do vírus.


A primeira é que a variante tenha começado o desenvolvimento em meados de 2020, em uma população pouco testada, e só agora acumulou mutações suficientes para se tornar mais transmissível.


A segunda é que surgimento da Ômicron pode estar ligado a HIV não tratado. A terceira, e menos provável, é que o coronavírus teria infectado um animal, se desenvolvido nele e voltado a contaminar um humano.


De qualquer forma, o sequenciamento genético mostra que a Ômicron não se desenvolveu a partir de nenhuma das variantes mais comuns, já que a nova cepa não tem mutações semelhantes à Alfa, Beta, Gama ou Delta.

Com medo de uma nova onda, países têm aumentado as restrições para conter o avanço da nova variante

De acordo com documento da OMS, a Ômicron está em circulação em 110 países. Na África do Sul, ela vem se disseminando de maneira mais rápida do que a variante Delta, cuja circulação no país é baixa



Mesmo em países onde o número de pessoas vacinadas é alto, como no Reino Unido, a nova mutação vem ganhando espaço rapidamente.

No Brasil, 32 casos foram registrados, segundo balanço divulgado no fim de dezembro pelo Ministério da Saúde.

Por conta da capacidade de disseminação da variante, a OMS orienta que pessoas se vacinem com todas as doses necessárias, utilizem corretamente máscaras de proteção e mantenham as mãos higienizadas.

A entidade ressalta ainda a importância de evitar aglomerações e recomenda que se prefiram ambientes bem ventilados.


Detectada pela primeira vez na África do Sul, a variante Ômicron foi classificada pela OMS como de preocupação.

Fauci fez um apelo em defesa da vacinação. “Quem está vacinado e com dose de reforço em dia, dificilmente é hospitalizado”, frisou.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, concorda e fez um alerta: quem não se vacinou tem oito vezes mais risco de hospitalização. Boris Johnson convidou os britânicos a começarem o ano com “sensatez e cautela”, tomando suas vacinas. (Com informações de agências internacionais)

Fonte: Metrópoles
EUA e Reino Unido batem recorde de infecções com avanço da Ômicron EUA e Reino Unido batem recorde de infecções com avanço da Ômicron Reviewed by REDAÇÃO on dezembro 30, 2021 Rating: 5

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